Uma semana com o Ubuntu, e tudo bem

Estou apenas com o Ubuntu instalado no micro há uma semana e chegou a hora de discutir a relação, fazer um levantamento entre prós e contras. Nesses dias bati cabeça essencialmente com minha conexão Velox, que já estava ruim na era Windows e continua uma bomba, o que tem dificultado até as postagens por aqui.
Essencialmente, nestes dias de Gutsy Gibbon, cheguei a algumas conclusões e observações, que compartilho agora. Claro, tudo muito leigo, que não sou nenhum linuxeiro e não está nos meus planos entrar para o clã que tenho mais o que fazer.
Prós
Redes sem fio - Todo o meu problema com as versões anteriores à 7.10 resumia-se à conexão wireless, quando era virtualmente impossível conseguir um reconhecimento amigável da minha placa Intel sem entrar em trezentos fóruns, testar mil drives diferentes até encontrar aquele hack simples (uma linha adicionada aqui, outra ali, todas em arquivos escondidos nos recôndidos da árvore de arquivos do sistema) até, finalmente, ter uma leve esperança de conexão sem fio.
Agora está tão fácil que deve ter decepcionado os loucos por linha de comando. O reconhecimento da placa foi automático e as redes disponíveis na vizinhança captadas com uma clareza que o XP não tinha. Como exemplo cito a rede wi-fi do Estádio Presidente Vargas (200 metros de distância), ligada apenas em dias de jogo e que não aparecia na lista do Windows. Agora aparece com 54% de qualidade de conexão, limpa e sem chiado. O “modo de roaming”, como chama o Gutsy Gibbon, salvou o uso do Ubuntu, pelo menos para mim.
“Lindeza” - para o usuário do XP e, acredito, do Vista (em quem já dei uma olhada e não me apeteceu), o Compiz Fusion, pacote de melhorias visuais que já vem pré-configurado no Ubuntu 7.10, é um sonho. Transparências, efeitos mil, a rotação em cubo das inúmeras áreas de trabalho e a possibilidade de “mudar de roupa” com o Emerald me deixaram uns dias só babando na frente da tela, mexendo nas janelas para todos os lados feito um autista tecnológico. É um entretenimento à parte e uma atração para quem deseja mudar de sistema operacional. Em si, é uma maneira de organizar melhor ferramentas e instrumento de produtividade depois que se acostuma com ele, já que enquanto é novidade, perde-se um tempo danado só na brincadeira. O meu está com essa cara no momento.
Instalação de programas - o Gerenciador de Pacotes Synaptic é uma das melhores invenções da humanidade (<- primeiro sinal do vírus linuxeiro me pegando). Ele é responsável por encontrar e instalar todo e qualquer tipo de programa compatível com o sistema. Fácil de usar e rápido.
Contras
É, existem, tá querendo o quê? Até o Windows os tem.
O problema de software - como o uso dos sistemas Linux é um tanto restrito, poucas empresas dão real importância a ele, o que gera programas “desatualizados”. Enquanto o Skype para Windows está em sua versão 3.6, a versão Linux ainda está na 1.4. Embora isso não seja um problema de sistema, mas de mercado, é um empecilho para muitos tipos de profissionais (o que não é meu caso, já que um editor de texto simples resolve grande parte das minhas necessidades e as aplicações web resolvem o resto). E tem gente que fica feliz quando o Fireworks roda no Wine, um programa que permite executar software do Windows no Linux.
A linha de comando - muitas tarefas, principalmente as mais avançadas, só podem ser realizadas pelo terminal de linha de comando. Assusta o noviço. No começo é até charmoso controlar todo um sistema com alguns inputs de texto, depois é um tormento. No entanto, comparando a 7.10 com anteriores, o uso do terminal está menor.
A falta de jogos - para quem tem adolescente em casa, a falta do Tíbia ou do Ragnarok é um pecado mortal. Corre-se o risco de ter que interagir mais com criança do que o normal e isso, como todo pai consciente sabe, é um pé no saco. Das duas uma, pode ser um pró ou um contra: como pró você fica conhecendo mais seu filho que vai ter mais tempo livre, como contra você vai ficar conhecendo mais o seu adolescente. De qualquer forma, meu obrigado ao Hilder Santos e ao Danilo pelas dicas.















