Entrar no mercado de trabalho não é tão difícil quanto se pensa
Por Leonardo Fontes no dia 9 Ago, 2007 em Jornalismo
Os mais velhos, principalmente pais e mães, gostam de falar para os mais jovens que o negócio hoje em dia está feio, que conseguir um emprego é difícil e que a concorrência é bem maior hoje que em sua época. Parte disso é pressão sincera, outra parte é medo deles próprios, mas o resto não é tão verdade quanto os alunos de segundo grau ou da graduação pensam. A concorrência continua baixa, para quem é minimamente bom.
Este texto é quase que uma continuação do post O mito do texto curto na internet, não pelo assunto central, mas por ser uma das minhas respostas às dúvidas de alguns estudantes de jornalismo que eventualmente aparecem. Como não sou um guru, quero antes deixar claro que tudo escrito aqui é baseado apenas em vivência pessoal, não no estudo aprofundado do assunto. É basicamente uma opinião particular, um recorte.
Periodicamente, faço processos de seleção para estagiários em jornalismo, que consiste em um texto, um pouco de Photoshop e conhecimentos de internet (habilidade em sistemas de gerenciamento de conteúdo, que pode ser até de blog, e noções de HTML).
Nada elimina mais candidatos que o texto, em que se mede não apenas estrutura e correção, mas também conhecimentos básicos como o que é FGTS, OAB, atualidades como quem é o presidente do Senado, da Câmara, quem é o vice-governador do estado ou sobre os fatos que estão em debate no país. Poucos estão antenados o suficiente para passar em um teste supostamente tão elementar. FGTS, por exemplo, é uma sigla pegadora, meninos de 18 anos sabem mais sobre o Orkut que sobre a burocracia do país. Para dar um exemplo recente, tão recente quanto hoje, ouvi a seguinte pergunta: “quando a Coelce [Companhia Energética do Ceará] aumenta o preço da energia é só no Ceará, né?” Para esse a concorrência será feroz.
Não se pede muito para colocar alguém para dentro, apenas o elementar, como escrever corretamente “obsessão”, “excesso”, saber que o Big Bang não foi a explosão que causou a extinção dos dinossauros e algum contato com a vida política e econômica de onde se vive. Nada que uma inteligência mediana atenta não saiba.
Portanto, para quem está preparado, mesmo que elementarmente, a concorrência não é tão diferente da época dos mais velhos - na tempo deles que liam mais e estavam mais preparados que a média de hoje. Meter as caras nos livros e nos jornais é 90% de uma vaga garantida em uma redação, daí para frente é desenvolvimento pessoal e trabalho duro.





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Essa semana mesmo um grupo de alunos do meu colégio fez uma visita há um jornal local.
A maior das dúvidas era como ingressar no mercado de trabalho na área de Jornalismo, e comprovar o que já era notório, para pelo menos passar na porta de alguma redação como as que eu vi, é necessário no mínimo ser uma pessoa atualizada, dinâmica e principalmente ter domínio da Língua Portuguesa.
Com esse texto despertou em mim um interesse maior em me tornar uma leitora assídua de blogs, noticiários, bons textos e me dar conta que isso é importante para quem quer seguir nessa área.
Ahhh! Em um dos monitores da sala estava aberta uma aba no Firefox com esse blog. ;)
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Essa semana mesmo um grupo de alunos do meu colégio fez uma visita há um jornal local.
A maior das dúvidas era como ingressar no mercado de trabalho na área de Jornalismo, e comprovar o que já era notório, para pelo menos passar na porta de alguma redação como as que eu vi, é necessário no mínimo ser uma pessoa atualizada, dinâmica e principalmente ter domínio da Língua Portuguesa.
Com esse texto despertou em mim um interesse maior em me tornar uma leitora assídua de blogs, noticiários, bons textos e me dar conta que isso é importante para quem quer seguir nessa área.
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Quanto aos nomes e figuras do cenário noticioso, é simplesmente imperativo no jornalismo. Claro, ninguém vai querer que a pessoa saiba quem é o lider do PV na Assembléia Legislativa Cearense, mas exige-se um mínimo de contato com esses nomes até para saber como procurar mais detalhes, ter um norte, ou, no mínimo, mostrar que existe algum real interesse em jornalismo - quem não sabe esses nomes não lê jornal, ou assiste pouco noticiário, etc.
Primo: você complementou direitinho o pensamento. Que me desculpem os miguxos, mas português é fundamental. :) Nem diria só português, mas saber se expressar de forma correta em texto, é sempre um indício de boa bagagem cultural e de estrutura de pensamento lógico. Quem escreve bem sabe pensar melhor do que quem não. É simples assim.
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Quanto aos nomes e figuras do cenário noticioso, é simplesmente imperativo no jornalismo. Claro, ninguém vai querer que a pessoa saiba quem é o lider do PV na Assembléia Legislativa Cearense, mas exige-se um mínimo de contato com esses nomes até para saber como procurar mais detalhes, ter um norte, ou, no mínimo, mostrar que existe algum real interesse em jornalismo - quem não sabe esses nomes não lê jornal, ou assiste pouco noticiário, etc.
Primo: você complementou direitinho o pensamento. Que me desculpem os miguxos, mas português é fundamental. :) Nem diria só português, mas saber se expressar de forma correta em texto, é sempre um indício de boa bagagem cultural e de estrutura de pensamento lógico. Quem escreve bem sabe pensar melhor do que quem não. É simples assim.
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Concordo com o Bruno que o cara tem que estar interessado, mas alguns conhecimentos são muito básicos - como o velho e bom português.
Muito pouca gente sabe se comunicar hoje em dia, verbalmente ou por escrito. E para qualquer trabalho, comunicação clara é sempre vital. Lembro-me que uma vez recebi uma promoção e meu chefe, ao citar o que meu trabalho tinha de bom que justificou o aumento do salário, mencionou meu bom português. E eu trabalhava, na época, como analista de sistemas.
Quando tiver filhos ficarei de olho nas notas de português deles, acima de todas as outras. Faz muita diferença.
Em tempo: Bruno, concordo que dá pra descobrir em um segundo quem é vice-governador ou presidente do senado, mas o que se mede com essas perguntas não é se o cara sabe, especificamente, o que se perguntou, e sim se ele é INFORMADO, ou seja, se esse tipo de informação é trivial para ele. Porque deveria ser, principalmente pra quem está numa faculdade de jornalismo.
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Concordo com o Bruno que o cara tem que estar interessado, mas alguns conhecimentos são muito básicos - como o velho e bom português.
Muito pouca gente sabe se comunicar hoje em dia, verbalmente ou por escrito. E para qualquer trabalho, comunicação clara é sempre vital. Lembro-me que uma vez recebi uma promoção e meu chefe, ao citar o que meu trabalho tinha de bom que justificou o aumento do salário, mencionou meu bom português. E eu trabalhava, na época, como analista de sistemas.
Quando tiver filhos ficarei de olho nas notas de português deles, acima de todas as outras. Faz muita diferença.
Em tempo: Bruno, concordo que dá pra descobrir em um segundo quem é vice-governador ou presidente do senado, mas o que se mede com essas perguntas não é se o cara sabe, especificamente, o que se perguntou, e sim se ele é INFORMADO, ou seja, se esse tipo de informação é trivial para ele. Porque deveria ser, principalmente pra quem está numa faculdade de jornalismo.
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